Exemplos de uso da análise de dados nos esportes

Quando se fala em ciência dos dados, big data e análise de dados pode vir a mente a imagem de nerds e computadores com telas pretas e letras verdes. A realidade é que as tecnologias de informação estão presentes nas mais diversas áreas e auxiliam o apoio a tomada de decisão em segmentos como economia, política, defesa, saúde e outros. Para exemplificar a aplicação da ciência de dados, vejamos alguns casos de uso no segmento esportivo.

Baseado em uma história real, o filme Moneyball (2012) apresenta a história de um treinador que com limites de orçamento e um time sem grandes estrelas, por meio da análise das estatísticas dos jogadores da liga, consegue competir com os grandes players do campeonato de beisebol. Acreditando no potencial dos jogadores a partir do que os dados indicavam, o treinador consegue montar um time que marca pontos que batem a média de seus adversários, levando-os a uma série de vitórias consecutivas.

É certo que a probabilidade não vai jogar ao seu favor todas as vezes, por isso que se diz probabilidade. Todavia, sua utilidade se dá como ferramenta de apoio e que maximiza a chance de acerto por meio de escolhas mais prováveis.

Outro esporte que abre espaço para o uso de técnicas modernas de transmissão e processamento de dados é a Fórmula 1. Apenas um carro contém mais de 300 sensores que e em um fim de semana de treino e corrida, gera mais de 500 gigabytes de dados. Com tanto informação, a equipe nos bastidores lida com desafios gigantes na área de análise de dados e estatística. Uma equipe como a Mercedes, por exemplo, conta com mais de 100 engenheiros que trabalham em todo o processo, desde a preparação da coleta de dados à análise dos mesmos para apoiar a tomada de decisão.

Verificar as condições do carro, comparar com o desempenho dos adversários e escolher o momento certo para fazer sua parada e manutenção, são respostas provenientes do uso que se faz dos dados gerados por esses sensores.

Não poderia deixar de citar o futebol. Tanto se fala em Messi e Cristiano Ronaldo não é à toa. Os números que esses jogadores carregam mostram desempenhos de alto nível e vários recordes. Mas os números vão além dos jogadores que estampam as capas.

Um exemplo de grande base de dados de futebol é o fantasy game Cartola FC. Em resumo, é um jogo que você monta um time com os jogadores da série A do campeonato brasileiro e faz pontuação a cada rodada. A pontuação de cada jogador é calculada a partir dos eventos no jogo, como passe certo/errado, desarme, chute, gol, falta e etc.

Com informações detalhadas sobre o desempenho de cada jogador, esse banco de dados tem potencial para que se calcule os resultados mais prováveis entre as partidas a partir de modelos matemáticos. Para quem somente acompanha o futebol no fim de semana, pode não ser tão relevante o que a probabilidade diz sobre o jogo do seu time, afinal o que vale é a emoção de torcer. Por outro lado, para profissionais que investem nesse mercado, essas informações podem ser úteis para os momentos de negociação, precificação de jogadores e montagem dos times.

Os exemplos no segmento esportivo vão muito além. Estimativas apontam que somente 0,5% dos dados gerados no mundo são analisados. Mas já é possível perceber que a ciência de dados não é exclusiva de programadores e suas telas pretas, estando presente em situações cotidianas, como nas empolgantes práticas desportivas.

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Referências
Moneyball – https://en.wikipedia.org/wiki/Moneyball_(film)
F1 – TIBCO Spotfire – https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2019/09/por-que-formula-1-se-tornou-uma-hackathon.html
Cartola FC – https://pt.wikipedia.org/wiki/Cartola_FC

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